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terça-feira, 26 de março de 2013

Fatores que levam à evolução

Um dos fatores que pode provocar a evolução de uma espécie é uma mutação genética. Por exemplo: suponhamos que numa população de baratas, nasça uma resistente a um inseticida. Se for colocado esse inseticida no ambiente, todas as baratas morrerão, menos aquela que se tornou resistente. Ela se reproduzirá e gerará uma nova população de baratas resistentes ao inseticida. Esse processo, de uma característica mutante vantajosa ser herdado pelas gerações seguintes e as desvantajosas não, é denominado seleção natural. Observação: uma espécie pode sofrer uma demutação aparentemente boa, mas que não lha traga nenhum benefício real. Se no caso das baratas citado acima, por exemplo, as baratas nunca forem expostas àquele inseticida, a barata resistente não terá nenhuma vantagem sobre as outras.
Outro fator que pode provocar a evolução da espécie é o isolamento geográfico. Quando uma população é dividida e separada por uma barreira geográfica, a mutação, a seleção natural e outros fatores podem atuar de maneiras diferentes nelas, e com isso, pode haver o surgimento de duas populações diferentes. Se isso durar tempo suficiente, podemos chegar a um ponto no qual o cruzamento entre essas duas populações, mesmo com o desaparecimento da barreira geográfica,  não será mais  possível devido a essas diferenças genéticas entre elas. Nesse caso, dizemos, que houve um isolamento reprodutivo e que há duas espécies diferentes.
Chama-se cladogênese o conjunto de processos que causam a especiação, o seja, a separação de uma população em duas e a formação de duas novas espécies a partir destas. O isolamento geográfico é um exemplo de processo cladogenético.
Já a anagênese é a formação de uma nova espécie simplesmente através de um conjunto de mudanças de uma determinada espécie. A mutação é um exemplo de processo anagenético.

sábado, 23 de março de 2013

História da Taxonomia - Teofrasto

Teofrasto, aluno de Aristóteles, continuou a classificar seres, assim como seu mestre. Escreveu um livro classificando 480 plantas, chamado Historia Plantarum (História das Plantas, em português). Foi organizado em dez livros, sendo uma enciclopédia sobre o reino das plantas, onde um esboço de taxonomia é traçado. Observou que todos frutos seguem um padrão, portando "pele", poupa e semente, denominados epicarpo, mesocarpo e spermata, ou endocarpo, respectivamente.


Este trabalho serviu como ponto de referência na botânica durante muitos séculos, sendo mais tarde desenvolvido, por volta de 1200, por Giovanni Bodeo da Stapelio, que adicionou comentários e desenhos.
Vários grupos de plantas reconhecidas atualmente foram classificadas por Teofrasto, como Cornus, Açafrão e Narciso.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Taxonomia#De_Arist.C3.B3teles_at.C3.A9_Pl.C3.ADnio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Historia_Plantarum

sexta-feira, 22 de março de 2013

História da Taxonomia - Aristóteles

Aristóteles pode ser considerado o primeiro a classificar os seres, e através do livro KATEGORIAS registrou tal classificação, classificando-os em não vivos ou vivos, portadores ou não de Ânima (alma), e estes, subdivididos pelo meio em que se movem (água, terra ou ar). Classificou minerais e vegetais como inanimados, e animais e o homem como animados.
Também foi o percursor da ictiologia, catalogando e descrevendo o comportamento de mais de 100 aves marinhas.
Segue uma lista de livros Aristotélicos sobre biologia:

  • Historiae animalium, coleção de 9 livros;
  • De Generation et Corruption, coleção de 2 livros ;
  • De Generatione Animallium, coleção de 5 livros ;
  • De Partibus Animalium, coleção de 4 livros.

terça-feira, 12 de março de 2013

História da Taxonomia

Antes mesmo da criação da ciência, e muito antes da criação do termo taxonomia, havia a necessidade de se nomear (nomear plantas, animais venenosos e comestíveis, árvores, etc) para classificá-los, mesmo que primitivamente, como úteis ou não para a sociedade. Com o passar do tempo e com o método científico se aprimorando, o desejo de classificar foi se tornando maior e padrões começaram a surgir, como a classificação em vertebrados e invertebrados (seres com ou sem vértebras) criada por Aristóteles. A partir de um método simples, levando em conta utilidade ou não, criou-se uma ciência que busca classificar todos seres vivos (ou não, como por exemplo: os vírus, embora haja controvérsias sobre sua classificação).
A partir disso, buscaremos explicar nessa série de posts, nomeada "História da Taxonomia", as classificações dos maiores taxonomistas, comentando suas obras e suas pesquisas, 

sábado, 9 de março de 2013

Taxonomia: Introdução


A palavra taxonomia vem do grego τάξις (arranjar, ajuntar)+νομία(método, regra). Ou seja, a taxonomia é uma parte da Biologia responsável por classificar e descrever os seres vivos, baseado em suas relações evolutivas. Não se conhece exatamente as relações evolutivas entre os seres vivos, o que se faz são suposições baseadas na observação das semelhanças entre eles: semelhanças fisiológicas, anatômicas e genéticas. Por isso, o tempo todo são propostas novas classificações. Atualmente a principal divisão taxonômica é a de Lineu (Liné, em sueco e Linnaeus, em latim), que  criou os seguintes táxons (categorias taxonômicas):
- Espécie: grupos de seres semelhantes fisiologicamente, anatomicamente e geneticamente(possuem o mesmo cariótipo), capazes de se reproduzir e ter descendentes férteis.
-Gênero: conjunto de espécies aparentados, que provavelmente possuem um ancestral comum.
-Família: conjunto de gêneros aparentados, que provavelmente possuem um ancestral comum.
-Ordem: conjunto de famílias aparentadas, que provavelmente possuem um ancestral comum.
-Classe: conjunto de ordens aparentadas, que provavelmente possuem um ancestral comum.
-Filo: conjunto de classes aparentadas, que provavelmente possuem um ancestral comum.
-Reino: conjunto de filos aparentadas, que provavelmente possuem um ancestral comum.

Mais recentemente foi criada mais uma categoria taxonômica, a dos Domínios, que é um conjunto de reinos. Esta é a categoria mais heterogênea (apresenta maior diversidade de espécies), enquanto que a Espécie e a mais homogênea.

Ex: classificação da onça-pintada
Reino: Animalia (animais)
Filo: Chordata   (cordados)
Classe: Mammalia (mamíferos)
Ordem: Carnívora
Família: Felidae (felinos)
Gênero: Panthera
Espécie: Panthera onca

NOMENCLATURA CIENTÍFICA
O nome científico de um ser vivo é binomial, sendo que o primeiro nome indica o gênero (epíteto genérico), e o segundo, a espécie (epíteto específico).
O nome genérico deve ser escrito com inicial maiúscula e o nome específico deve ser escrito com inicial minúscula.
O nome científico deve sempre vir destacado, em itálica ou negrito num texto impresso, ou sublinhado, num texto manuscrito.
O nome científico deve ser escrito em latim, por dois motivos:
1) Não favorece nenhuma nação atual: o latim é uma língua morta. Se fosse usado uma língua "viva", como o inglês por exemplo, isso favoreceria as nações atuais de língua inglesa e prejudicaria as demais.
2) Compreensão universal: por exemplo, a aranha que no Brasil é chamada de aranha-armadeira, nos EUA é chamada de banana-spider. Para evitar essa confusão, usa-se o nome científico, que nesse caso é Pheneutria nigriventer.



Fontes:
http://www.youtube.com/watch?v=tQ_bB-oRWII
LINHARES, Sérgio; GEWANDSNAJDER, Fernando. Biologia Hoje: os seres vivos. São Paulo: Ática, 2012